#WEBSÉRIE: A Delegada - 1ª Temporada

Capítulo 3


<< Meses depois >>
Débora era o tipo de pessoa que tinha como meta de vida deixar o seu legado no mundo, se manter viva na mente das pessoas mesmo depois de sua morte. Para tal muitos desafios são apresentados, muitos obstáculos surgem no caminho, mas a delegada não se abatia, era determinada e não se incomodava com os inimigos que poderia ter.
Em mais uma noite agitada a mulher cumpria o seu papel de lutar pela vida dos inocentes até o fim, ela e sua equipe cercavam uma casa no meio da mata na qual um bandido se escondia com uma criança.
— Só saio com o dinheiro! – em meio ao choro desesperado do menor o homem gritou, queria algo em troca do resgate.
— Para receber deverá libertar a vítima! – Débora já estava passando do seu limite -. Há horas estamos lhe falando isso, será que não entende?
Um disparo qualquer dado pelo criminoso assustou a todos. O choro contínuo do menino mostrava que o mesmo ainda estava vivo, logo o seu opressor proferiu:
— Mais respeito ou estouro a cabeça do moleque! Primeiro o dinheiro, depois liberto a criança.
Se continuassem naquela situação Débora sabia que nunca chegariam a um acordo então decidiu arriscar. Ordenando que um dos policiais invadisse a casa a delegada planejou entrar pela janela de um dos quartos, mas foi surpreendida pela mãe desesperada que a agarrava:
— Não deixe o meu filho morrer! É tudo que tenho!
Como um relâmpago a imagem de Flávio surgiu na mente de Débora, a mulher sabia a dor que a perda causava.
— Garanto que trarei o seu filho... com vida – pelo impulso do momento a delegada deu uma certeza incerta.
Ao se ver de frente com o policial o bandido se assustou e pressionando a arma contra a cabeça do garoto disse:
— Nem mais um passo.
— Calma – o policial pediu com tranqüilidade -. Solte o menino, dentro dessa maleta está o seu dinheiro.
— Deixe-me ver!
Certificando-se de que era mesmo o que queria, o criminoso sorriu e mostrou sua real intenção.
— Desde quando a Facção V cumpre com suas promessas? Qual é mesmo a nossa marca? A morte dos inocentes!
Já preparado para disparar o bandido foi pego de surpresa por Débora que, o agarrando por trás, tentava fazê-lo perder a arma. Diversos disparos puderam ser ouvidos do lado de fora, colocando todos em apreensão, em seguida um silêncio angustiante.
Andando perfeitamente sobre o seu salto, a delegada surgiu com um largo sorriso, segurando o lindo garoto em seus braços. Atrás de si o policial guiava o criminoso que cambaleava devido à forte coronhada que levara. Em mais uma missão a mulher mostrara para que veio.
*
— Somos apenas você e eu agora – a mulher se sentou perante o bandido -. Nome?
— Félix – o olhar do homem era frio.
— A mando de quem armou todo esse espetáculo?
— Não interessa.
— RESPONDA-ME! – a delegada gritou dando um soco na mesa -. Sei bem que faz parte da Facção V, também sei quem era o seu líder. Se não me responder a pergunta garanto que sua cela será a pior de todas, sabe muito bem o que acontece com bandidos covardes feito você, que perseguem crianças indefesas. Ao contrário do seu bando cumpro com minha palavra.
Imaginando o que poderia lhe acontecer no cárcere, Félix resolveu abrir o jogo.
— Geraldo. Ele ditou as ordens.
— Já é suficiente.
Sem demoras Débora se dirigiu à penitenciária em que Geraldo estava preso, ela queria averiguar ao certo o que estava acontecendo.
Curioso em saber quem era a visita, Geraldo adentrou a sala escura, iluminada apenas na mesa em que ele se colocaria para conversar com a, até então, misteriosa pessoa. Logo o criminoso percebeu pela sombra da mulher de quem se tratava a visita.
— A delegada gata me visitando? A que devo a honra?
Permitindo que a luz iluminasse seu rosto, Débora manteve sua seriedade.

— Cala. A. Boca.

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No próximo capítulo:

"— Perdeu seu tempo vindo até aqui – ele voltou para a luz aproximando seu rosto do da mulher -. Esse era o plano, deixar bem claro que eu ainda mando na Facção, vocês não tiraram o poder de minhas mãos e nunca vão tirar. Podem me trancafiar aqui dentro o quanto quiserem, eu continuarei sendo um perigo para essa sociedade cretina – em questão de segundos o bandido prendeu o braço de Débora em sua mão -. Quanto a você, princesa, não terminamos nossa brincadeira, em breve quero me divertir com essa delegada maravilhosa... e vou"!

É o penúltimo capítulo da primeira temporada de "A Delegada".
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