[Pela História] O Egito Antigo



Conhecido pelo grau de inteligência elevado em relação à tecnologia da época, o povo egípcio se desenvolveu ao redor do Rio Nilo por volta de 4000 a.C. Dentre as explicações está o benefício que o rio proporcionava aos agricultores, já que durante as previsíveis enchentes suas margens tinham a fertilidade fortalecida. Além disso, as águas do Nilo serviam tanto para o consumo humano, quanto para o transporte de pessoas e mercadorias através de barcos.


Política
Para compreendermos como aconteceu a estruturação do império egípcio precisamos estudar dois períodos: o Pré-Dinástico e o Dinástico.

Período Pré-Dinástico
Surgem os chamados nomos que podem ser ilustrados como microreinos que deram origem a outros dois: ao Alto Egito, localizado em terras altas em relação ao Nilo; e ao Baixo Egito, localizado em terras baixas em relação ao mesmo rio. Foi por volta de 3100 a.C. que o faraó Menés unificou os dois “reinos” dando origem ao potente Egito Antigo.

Período Dinástico
A partir da unificação das culturas do Nilo (Alto e Baixo Egito) em Egito Antigo tem início os anos, ou melhor retratando, aos séculos de glória que chegariam ao fim. Durante o Período Dinástico entre os anos de 3000 a 2000 a.C. nasce o Antigo Império, quando o Egito se consolida como um grande Estado e define sua Teocracia, assunto que será abordado mais adiante, é nesse momento da história que surgem as primeiras pirâmides faraônicas.
Entre os anos de 2050 a 1750 a.C., temos o chamado Médio Império, momento de grande expansão econômica e comercial, além do avanço em conquistas territoriais a partir de batalhas com outros povos.
O Novo Império, marcado pelos anos de 1580 a 1080 a.C., foi o auge da força egípcia, de suas construções faraônicas e do desenvolvimento de conhecimentos científicos que já vinham acontecendo nos períodos anteriores. Vale citar que nesse período são construídos dois grandes templos, o de Ramsés II, reverenciado como um poderoso deus e o de Nefertari, sua esposa.


Por último, a partir de 1080 a.C. o Egito Antigo começa a decair, povos antes conquistados se tornavam conquistadores; em 525 a.C., por exemplo, os persas invadem o território conquistando-o e, em 32 a.C., é a vez dos romanos de dominarem o império egípcio. Tal período ficou conhecido como Baixo Império ou Império Tardio.

Sociedade


A sociedade tinha no seu topo o Faraó, visto como a figura do deus encarnado ou meio de comunicação mais direto. Depois dele vinham os Sacerdotes, Militares e os Escribas, responsáveis pela escrita. Essa era a elite dominante.
Os camponeses, artesãos e comerciantes sustentavam a elite com o seu trabalho e por meio do pagamento de impostos. Trabalhadores rurais, por vezes, eram chamados pelo Faraó para prestarem serviços em obras públicas, como na construção de pirâmides ou templos. Vale salientar que o comércio na época era a base da troca de produtos e a economia estava centrada na agricultura.
A base da sociedade era formada por escravos, indivíduos capturados em guerras ou que deviam algo para o governo. Eram eles que trabalhavam nas construções e como pagamento recebiam apenas água e comida.

Religião e Cultura
O Egito Antigo era Teocrático, o que significa que governo e religião andavam juntos, as decisões políticas eram diretamente influenciadas por fundamentos teológicos. A crença em vários deuses garantia aos egípcios a qualidade de politeístas, apenas durante o reinado de Aquenáton (Amenófis IV – por acreditar que existia apenas um deus mudou seu nome em homenagem a ele) que o Egito reverenciou somente a Aton, tornando-se monoteísta, porém, com a morte do então faraó, a crença politeísta voltou ao seu auge.


Os deuses, em muitas das retratações, estavam representados por uma mistura entre as formas humana e animal, instigando, assim, o Antropozoomorfismo (Antropo = homem; zoo = animal; morfismo = morfologia, forma) egípcio.


No Egito Antigo o ritual da mumificação era necessário para que após a morte o indivíduo conquistasse uma vida eterna. Porém, essa decisão estava nas mãos do deus Osíris, o deus da morte, que pesava os corações: aqueles que o tivessem leve eram dignos de uma boa vida, mas aqueles que o tivessem pesado pagavam por seus pecados em uma vida envolta por escuridão.


Os escribas foram responsáveis por desenvolverem dois modos de escrita egípcia: a Demótica, que era simples e retratava assuntos do cotidiano; e a Hieroglífica, que era complexa e formada por desenhos ou símbolos. O interior das famosas pirâmides faraônicas possuíam os tais escritos que narravam a vida do morto e exibiam rezas e mensagens que espantassem possíveis saqueadores.


As construções em volta do Egito deram nascimento aos conhecimentos matemáticos e arquitetônicos assim como a cultura da mumificação, que fortaleceu a medicina no conhecimento das funcionalidades humanas.



Vale dizer que as mulheres eram bem valorizadas pela sociedade egípcia antiga, diferentemente de outros povos elas eram vistas como geradoras de vida e, por isso, dignas de respeito. Para as mulheres que viviam nos estratos mais altos da sociedade existiam leis que as protegiam, porém as mulheres comuns também eram respeitadas em suas casas, vistas não como objetos do homem, mas sim suas companheiras.




Hoje foi a estreia do Pela História
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