[Especial] Intolerância Religiosa

O que é?
É a discriminação contra diferentes crenças ou religiões por meio, principalmente, de agressões e ofensas, bem como a exclusão de seus seguidores nos ajuntamentos. No Brasil é considerada um crime de ódio com penalidade de 1 a 3 anos de prisão além do pagamento de multa.

Causas e Consequências
A falta de respeito e compreensão de uma parte da sociedade por outros grupos que idealizam pensamentos contrários a ela é uma das maiores e mais problemáticas causas, geradoras de conflitos intensos e, em casos mais extremos, de guerras.
O julgamento de superioridade de algumas religiões sobre outras também contribuem para os casos de Intolerância Religiosa, além de criarem pensamentos preconceituosos entre os seus influenciados.
O fanatismo religioso também é um vírus que causa esse tipo de discriminação e que vive em pessoas cegadas por suas próprias ideias, que julgam os seus pensamentos como sendo os únicos corretos.
Não poderíamos nos esquecer da hipocrisia entre igrejas por mais fiéis, algo feito com um objetivo bem conhecido e que não é cumprir com a filosofia da verdadeira religião.

Religiões de Matrizes Africanas
Vítimas do racismo oriundo da escravidão ou de ideais ignorantes de movimentos neopentecostais que buscam “demonizar” suas imagens a partir de preceitos infundáveis, as religiões de matrizes africanas como Umbanda e Candomblé são as que mais sofrem preconceito no Brasil e os números são, no mínimo, assustadores.
O Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir) registrou no Estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2012 e 2015, 1014 casos de intolerância religiosa sendo que 71% dos casos foi contra as religiões de descendência africana. Para se ter uma noção da barbaridade, em 2015 no Bairro da Penha (Zona Norte do Rio) a menina Kaylane Campos, de 11 anos, foi atingida por uma pedrada na cabeça quando voltava para casa de um culto e trajava vestimentas candomblecistas. Uma criança vítima do preconceito.

Momento da Reflexão


O Brasil é um país laico, ou seja, as decisões políticas são tomadas sem prestar conta a qualquer entidade religiosa, sendo assim, temos o direito assegurado pela Constituição de seguirmos a religião que quisermos, de acreditarmos naquilo com o qual nos identificamos. Contudo, alguns desavisados insistem em persuadir os outros com suas filosofias, uma atitude que, comprobatoriamente pela História, sempre causou dissensões, nunca a paz.
O Holocausto, que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, causou a morte de seis milhões de judeus, esse foi o maior exemplo de intolerância religiosa que o mundo já assistiu. Ataques terroristas, que causam a morte de milhares de pessoas, são feitos tendo a fé como real razão. Por favor, apresentem-me a doutrina religiosa que apregoa o ódio gratuito.
É em casa que começa o preconceito, a partir de comentários ofensivos ou que induzem às crianças que aquilo que estão vendo não é o certo, é fútil, é algo sujo. A criança antes pura se torna um adulto dominado por pensamentos de repressão ao que seja diferente do que ele segue e o ciclo não para, só aumenta. Com isso o desrespeito toma força e aflige a sociedade, algumas parcelas sofrem mais, outras menos. Para quê tratar o diferente como anormal? Anormal é odiar sem causa!

Existe uma enorme diferença entre liberdade de expressão e intolerância, a liberdade não lhe dá o direito de ofender as crenças distintas ou julgar sem razão, a liberdade lhe assegura o direito de criticar, indagar – dentro do respeito e da compostura – os diferentes dogmas religiosos, para assim entendê-los. O que sai do padrão da boa vivência, que busca caminhos pelas ofensas e aflições, é intolerância.
Precisamos dialogar como uma sociedade madura, moderna e avançada que somos; precisamos ensinar às nossas crianças que ser diferente, que pensar diferente, que acreditar no diferente não é errado, errado é faltar com o respeito; precisamos nos informar acerca de quaisquer questões que se manifestam na sociedade antes de palpitarmos, julgarmos, dizermos coisas ignorantes.
“Punição severa”, esse é o caminho para o combate a intolerância religiosa, para frear os ignorantes que buscam inverter os reais valores dos diversos pensamentos, a lei precisa sair do papel e assegurar os cidadãos que vivam com dignidade da forma como escolheram viver.
A religião, qualquer que seja, nunca apregoou o ódio, antes firmou a sua essência em princípios de amor, união e compreensão. “Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio; o que acaba com o ódio é o amor”, filosofia do budismo. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, um dos principais mandamentos do cristianismo.


Estamos realmente cumprindo com aquilo que dizemos seguir?

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