[Especial] Por que existem reis?



Castelos, torres, guerreiros, príncipes, princesas e várias outras designações da corte real. Quem é que nunca se pegou imaginando como seria ser um rei ou uma rainha ou pelo menos viver na época em que eles possuíam um poder e tanto? Quem nunca criou na mente guerras que aconteciam entre um reino e outro e os vencedores recebiam um prêmio das mãos de seu governante? Ou ainda, quem nunca acompanhou aqueles contos de fadas nos quais a plebeia, em muitas vezes, apaixona-se perdidamente pelo seu príncipe encantado e precisa enfrentar preconceitos para com ele ser feliz? Pois é, o mundo já foi assim, não com essa imagem linda e maravilhosa que nos é passada, mas já foi chefiado por reis maus e outros nem tanto.

Monarquia é o nome que damos para o governo regido por reis, e ele recebe ainda outras designações como monarquia tradicional, monarquia absolutista e monarquia constitucional. Confuso? Vamos tentar entender!
Em poucas palavras, na monarquia tradicional temos a figura do rei que trabalha em conjunto com as assembleias, ou seja, seu poder não é soberano, existem alguns limites que devem ser respeitados. Isso é bom? Isso é ótimo e logo mais explico o porquê disso.
Já na monarquia absolutista, como o próprio nome sugere, o rei detém todos os poderes em suas mãos (atualmente, dentro do constitucionalismo moderno, temos os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário) e governa como bem entende sem ter algo ou alguém que limite suas decisões. Aqui no Brasil, por exemplo, quando passamos pelo período monárquico, D. Pedro I e D. Pedro II tinham em mãos o “Poder Moderador”, um quarto poder inventado e que estava acima de todos os demais, resultando em uma monarquia absolutista disfarçada.

Pois bem, até a Idade Moderna, ou ainda, Antigo Regime, a forma de governo que imperava em praticamente toda a Europa era a Monarquia Absolutista, o que resultava em reis tiranos, reis que governavam somente pelos próprios desejos e, em muitos casos, assolavam populações por esse objetivo. Eles ainda interferiam na economia das nações, dificultando a ascensão do comércio, ou melhor dizendo, dos burgueses, que motivaram o pensamento iluminista que colocava um fim no poder total que os governantes possuíam.

Mas o governo precisava continuar, não é? Como limitar os poderes de um rei? Como evitar tanta interferência? Como conseguir, de fato, a implantação dos três poderes?
Alguns países encontraram a solução na criação de Repúblicas outros na Monarquia Constitucional, na qual o rei reina, mas não governa. Então, quem comanda o circo todo?

Lembra do constitucionalismo? Da “doutrina” dos três poderes? Na Monarquia Constitucional temos os 3 poderes trabalhando como em uma república, e o “líder máximo” do executivo é o chamado primeiro-ministro, uma espécie de “presidente” no sistema presidencialista que existe, por exemplo, aqui no Brasil. Quer saber onde o rei fica nisso tudo? A função dele agora é de Chefe de Estado, aquele que representa o Estado, que incorpora o espírito da nação para seu próprio povo e para o mundo, ele ainda pode assinar tratados em nome do seu país.

Ainda hoje existem monarquias, mas os reis apenas cumprem a função de representar a nação. Reino Unido, Canadá e Países Baixos são exemplos disso.


Tudo se transformou por causa, principalmente, do desejo de burgueses por controlarem a economia e expandirem seus negócios, mas foi necessário para que poderes não fossem usados de forma abusiva sobre as comunidades evitando, assim, atrocidades cometidas, supressão dos direitos comuns a todos e garantindo o direito do povo em participar das decisões políticas e dos rumos de seu país.

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