[Especial] Racismo



O que é?
É a discriminação baseada no conceito de que existem diferentes raças humanas e que uma é superior às outras. No Brasil é considerado crime inafiançável.

A origem
A palavra racismo vem do latim, ratio, que quer dizer categoria, sorte ou espécie. A partir do século XVII essa palavra foi empregada com o sentido de assinalar as diferenças físicas existentes entre os diferentes tipos humanos já que espécies vegetais e animais vinham recebendo a mesma atenção. Para estudar essas diferenças a ciência usou como principal critério a pigmentação da pele – também se levava em consideração o formato do crânio e altura, por exemplo – e a partir daí o que era para ser somente um estudo se transformou em preconceito, já que cientistas começaram a idealizar o pensamento de que existiam raças “melhores” ou “piores”.
O racismo deixou de ser um estudo biológico para relacionar valores morais e estados psicológicos a uma raça. Carl von Linné, por exemplo, dividiu os humanos em quatro raças: a asiática, que tinha a pele amarela e uma personalidade melancólica; a americana, de pele morena e comportamento colérico; a africana, que compunha os negros e que lhes dava a definição de preguiçosos; e a europeia, representada pelos brancos com qualidade inventiva. Surge então um novo conceito preconceituoso de que a raça branca era o grau máximo do desenvolvimento físico e mental dos seres humanos.
Esses pensamentos racistas ganharam bastante força no século XIX, principalmente ao usar o argumento de que o homem branco precisava civilizar as chamadas “raças indolentes” para justificar a colonização da Ásia, África e América.

Consequências
Ainda hoje pensamentos de um passado mal estruturado interferem na sociedade. Os negros, principais vítimas de um preconceito persistente, ainda são excluídos da comunidade de forma assustadora, são alvo de ataques a todo o momento, não importando se são crianças ou não. Um exemplo bastante conhecido foi os muitos comentários discriminatórios à adoção de uma garota negra por Bruno Gagliasso e sua esposa, o que representou o cúmulo da atrocidade humana.

O racismo leva à perda de diálogo social, aqueles que se sentem “superiores” não querem ouvir os considerados “inferiores”, barra-se a diversidade humana, a verdadeira beleza do ser humano.

Vítimas de racismo sofrem com problemas psicológicos, caem em depressão, passam a se convencer de que são mesmo menos do que os outros, começam a acreditar que é errado ser negro, judeu ou japonês, enquanto na verdade todos vivem em um mesmo mundo, numa mesma sociedade.

Momento da Reflexão
O primeiro ponto a ser analisado é a contribuição da ciência nas proporções tomadas pelo racismo, contudo os avanços científicos não foram capazes de provar qualquer ligação entre a quantidade de melanina de uma pessoa com a sua personalidade e capacidade intelectual, um conceito infundável que fora derrubado, mas, infelizmente, um tanto tarde. Quem teve a ideia de expressar um absurdo desses se declarou racista sem dúvidas, é claro que o caráter de cada um é o caráter de cada um, brancos são não “mais do bem” do que negros e nem vice-versa, cada um faz sua própria cabeça.

E novamente voltamos ao ponto de que o preconceito não nasce com a gente, ele nos é dado. Infelizmente, pais preconceituosos – ou outros adultos ignorantes – permitem aos seus filhos – nossas crianças – que sejam feitas piadinhas, que a zombaria aconteça e que o distanciamento seja inevitável. Ainda que ninguém diga claramente, ainda que ninguém assuma com palavras, mas transmite pelas atitudes. Criança exerce aquilo que aprende. Ela cresce e continua exercendo o que aprendeu e o ciclo parece interminável.

É justo tratar o igual como diferente apenas pelas características físicas? Nem as psicológicas tornam alguém melhor do que outra pessoa, o que realmente nos diferencia dentre tantos é a nossa personalidade, aquilo que está dentro de nós, aquilo que semeamos ao redor do mundo. Cor da pele não deve ser um critério para julgar, mas sim, ser tratada como a diversidade que existe entre nós, humanos.

Raça americana, europeia, africana ou asiática. Isso não existe, é a manipulação de personagens infelizes da história do mundo no qual vivemos, é a ignorância em mais um dos seus extremos. O que existe é a raça humana, na qual cada indivíduo apresenta suas particularidades, aquilo que o define. Para quê perder a oportunidade de conhecer pessoas incríveis por causa de pensamentos tão ultrapassados? Qual o sentido de se afastar das pessoas só porque a pele ou o estilo de cabelo são diferentes? Onde está a razão para humilhar o semelhante só porque os seus costumes são outros? Por que semear o ódio se amar é muito melhor?

O mundo já está cheio de tanta desgraça, tanta coisa ruim que nos tira, de verdade, a vontade de continuarmos por aqui, mas por que não transformarmos conceitos tão desprezíveis em histórias de união? É quase inacreditável que em um mundo tão globalizado, conectado, as diferenças ainda sejam tratadas como aberrações.

O que é melhor? Guerrear ou viver em paz?
Somos todos humanos. Somos todos iguais!




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