[Pela História] Regimes Totalitários - Fascismo Italiano



Após a Primeira Guerra Mundial a Europa se viu devastada já que fora ela o palco do grande evento arruinador para a humanidade. Nações se sentiam humilhadas, populações eram repletas de medo pela miséria que se instaurava. É nesse cenário caótico que surgiram as personalidades nacionalistas, com capacidade para dizer o que povo queria ouvir e passar a imagem de que seriam os salvadores da nação e que poderiam trazer o progresso.

No período entre guerras, durante os anos de 1971 a 1939, surgiram na Europa os Regimes Totalitários, que visavam, sobretudo, a ascensão política e econômica de suas respectivas nações. Tais ditaduras foram conhecidas por Fascismo, conduta política que entrega nas mãos do governante todo o controle do Estado, porém em outros países receberam denominações diferentes como o Nazismo, na Alemanha. Foi na Itália que o movimento nasceu e ganhou popularidade.

O cenário italiano não era diferente do restante europeu, o país perdera suas condições econômicas para se desenvolver e a industrialização se tornou impossível. O desejo de militares, burgueses e aristocratas era em viver o pleno progresso e em nome desse anseio criaram em 23 de março de 1919 o movimento fascista (Partido Fascista) liderado por Benito Bussolini, que além de temer a entrada do comunismo no país queria fazer da Itália miserável o que um dia ela foi, o “novo Império Romano”.
Porém, foi em 1922 que o regime totalitário realmente entrou em ação com a famosa Marcha sobre Roma, na qual 50 mil pessoas marcharam rumo ao palácio do então rei Victor Emanuel III e pressionaram o soberano a nomear Mussolini como primeiro ministro. O Fascismo Italiano toma o poder.

®    Características
Nacionalismo Exacerbado
Comum a todas as ditaduras, o Fascismo Italiano apregoava com o cidadão deveria trabalhar para a nação e que sem ela o indivíduo nada seria. Além disso era disseminado o pensamento de superioridade racial, pela qual italianos – ou europeus em geral – eram superiores a qualquer outro provo e deveriam combater as demais etnias como se estas fossem uma ameaça à integridade da nação. Claro, apenas compartilhava desse pensamento os favoráveis a ele, mas o suficiente para que genocídios acontecessem e, mais tarde, contribuísse para a explosão da Segunda Guerra Mundial.

Totalitarismo
Todos os setores da sociedade, desde religião até economia, foram entregues às mãos do governante, que tomaria a decisão que quisesse sem ser contestado. Tanto poder resultou no unipartidarismo que, no caso da Itália, permitiu a manutenção apenas do Partido Fascista. Os demais partidos que surgissem eram vistos como clandestinos e duramente reprimidos.
Vale citar a censura promovida aos meios de comunicação para que pensamentos contrários às atitudes do governo não se manifestassem entre a população, além disso, grupos opositores ao sistema eram perseguidos e assassinados.

Culto à personalidade do líder


Mussolini, assim como Hitler e tantos outros ditadores, divulgava sua imagem como sendo o salvador da nação, aquele que traria a glória e o progresso. Tal propaganda tinha ainda mais força nas escolas, as crianças eram instruídas desde cedo a aceitarem o fascismo e a ele seram fiéis.

Intervencionismo Econômico
Embora fossem adeptos do capitalismo, os fascistas não aceitavam o chamado Liberalismo Econômico (falamos sobre isso no Pela História de Iluminismo), que promovia a separação entre Estado e economia, antes interviam nos negócios da nação visando o seu desenvolvimento. Fato é que muitos países se desenvolveram e cresceram por meio de uma política tão atroz.

Anticomunismo
Nesse mesmo período, durante a Revolução Russa, o Comunismo ganhava força; dentre seus ideais estava o fim da desigualdade entre as classes, o que seria alcançado apenas com lutas (revoluções). No entanto, os fascistas eram contrários a isso, para eles não deve existir a luta entre classes, antes deve existir a união entre elas para que assim o desenvolvimento acontecesse. Para evitar que pensamentos comunistas adentrassem o território italiano, Mussolini aplicava duras repressões.

Expansionismo
Inspirado no Antigo Império Romano, temido e respeitado por tantos povos, Mussolini expandiu o território da Itália em busca de matéria-prima, recursos industriais e novos mercados consumidores, para tal usou a força militar forte, moderna e disciplinada, que visava grandes conquistas à nação.

®    Eixo e Entrada na Guerra
Em constante crescimento e com certas semelhanças entre si, Alemanha e Itália se unem em 1939 na formação do Eixo, que tinha por objetivo o apoio militar entre os dois países. Mais tarde, em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, a Itália, em apoio à Alemanha, declara guerra à França e Inglaterra e passa a fazer parte do conflito bélico.

®    Início do Fim
Em 1943 – durante a Segunda Guerra – as forças aliadas invadiram o Sul da Itália e o conquistaram. Reunindo combatentes, ao Norte, Mussolini é preso por antifascistas dentro do próprio país, mas com a ajuda de pára-quedistas alemães é liberto da prisão.

®    O Fim
Com o término da Guerra, o Norte da Itália também é derrotado e em abril de 1945, recapturado por antifascistas, Mussolini e sua esposa são fuzilados e têm seus corpos expostos em Milão.

®    Conclusão

Ainda hoje influências fascistas se fazem presente em alguns partidos políticos na Europa, por exemplo, os que apregoam a xenofobia. Se por um lado o movimento acertou em unir as pessoas em prol do desenvolvimento e glória da nação, por outro pecou ao achar que para isso destruir outros povos fosse uma nobre atitude. Infelizmente o que aprendemos é que apenas a vontade de um único governante era aceita e que tal submissão desenhou diversos quadros terroristas dentro da História.

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