[WebSérie] Sombras do Passado - Capítulo 46



Sombras do Passado


“As sombras ou cegam ou refrescam, cabe a nós nos livrarmos daquelas que dificultam nossa visão sobre um futuro iluminado”

[07 de janeiro de 2017]
Tempos novos. Desafios novos. Planos novos. Conquistas novas. É dessa forma que a maioria das pessoas enxergam o início de um novo ano, é com entusiasmo, com alegria e determinação, é focada em corrigir os erros e tentar novos acertos.
O primeiro sábado do ano reservava grandes emoções à Renata e sua família de amigos, um grande passo na vida da estilista seria dado, o passo transformados. Finalmente o dia do seu casamento, o dia em que ela se entregaria de corpo e alma ao homem que tanto amava havia chego, e com ele um novo futuro, sem as sombras negras e densas do passado.
A verdadeira Morgan, que carregava no sangue a eterna bondade de seus ancestrais, sempre fora bastante reservada e, naquele dia especial, apenas seus amigos mais próximos e aqueles que trabalhavam com ela tiveram o prazer de estarem ao seu lado.
O salão era decorado de branco e dourado, as cores prediletas da estilista. Cada detalhe esbanjava sofisticação ao mesmo temo que sutileza, a encantadora simplicidade dos arranjos denunciavam o bom gosto de uma mulher humilde, elegante e modesta.
Ao lado do juiz de casamento Jonas estava apreensivo, seu coração acelerado podia ser escutado por Letícia que se divertia com aquilo, o cheiro de ansiedade que de seu corpo era exalado não escapara do aguçado olfato de Pedro, que, claro, provocou o irmão com suas ironias. Os olhos do jovem consultor focavam as portas pelas quais a mulher de sua vida entraria, a cada minuto seu coração parecia acelerar mais, pareciam minutos eternos.
Um grupo de músicos talentosos adentrou o lugar, tocando com perfeição a marcha nupcial, a música que toca os corações apaixonados, que arranca suspiros de almas sedentas por amor. Jonas sentia seu peito transbordar, não sabia ao certo definir o que sentia, apenas sabia que tal sentimento era o melhor de toda sua vida. Seu coração pulsou mais forte, de seus olhos lágrimas de alegria rolaram quando Renata surgira no melhor vestido que poderia escolher tendo no rosto o sorriso mais bonito do mundo.
A injustiçada garota que se transformara na renomada estilista colocou os convidados em pé ao aparecer na festa. O brilho de felicidade que seus olhos irradiavam e o sorriso perfeito que seus lábios desenhavam não tinham apenas como motivo a presença de Raul ao seu lado, que fazia o papel de um pai com maestria, mas também a figura de uma pessoa especial que a aguardava com tamanho desejo.
O toque das mãos. A troca de olhares e sorrisos. A libertação da faísca do amor, que acenderia o fogo da paixão.

“[...]
Os bancos estavam cheios, mas um em especial tinha a presença de apenas uma mulher. Ela era aparentemente alta, sua pele clara contrastava com os cabelos castanho-escuros, cortados até o ombro. Nunca o jovem consultor havia reparado tanto em alguém.
— Seria incômodo eu me sentar aqui? — ao fazer sua pergunta ele encontrou os olhos castanhos daquela mulher, seu coração pulsou mais forte, seu sangue fluiu mais energicamente pelas veias.
— Claro que não.

*

O sol aos poucos se escondia, maravilhando Renata cada vez mais que, repentinamente, se viu tirada de seu encanto com uma doce voz que lhe perguntou:
— Seria incômodo eu me sentar aqui? — ao erguer os seus olhos ela viu um rapaz alto, loiro, que tinha olhos verdes, olhos que a encantaram tanto quanto o pôr-do-sol e que fizeram seu coração pulsar de uma forma diferente, uma forma nunca sentida antes.
— Claro que não — sua resposta foi espontânea.
[...]”

Todos aqueles sentimentos do primeiro encontro voltaram naquela hora com intensidade maior, desejavam-se mais e mais. De alianças trocadas, declarados marido e mulher, o casal inspirador cedeu um beijo repleto de romance e suavidade, arrancando aplausos e assovios de todos os presentes. O que os envolvia era notoriamente sincero, verdadeiro, prometia ser eterno.
— Preciso agradecer aos meus bons e verdadeiros amigos, sem os quais esse dia nunca teria acontecido — Renata começou seu discurso —. Primeiramente ao Raul, que me salvou das garras de um alguém tão perverso e me deu sentido em existir. Depois à Jéssica, minha primeira amiga em terras desconhecidas, a que me incentivou nesse duro caminhar — estranhamente a modelo em questão não mostrou nem um tipo de satisfação, permaneceu séria ante a declaração —. Agradeço a Letícia por também ser sincera. Não poderia me esquecer de Pedro e Eduardo que fazem essas garotas suspirarem de amor, o bem estar delas é o meu. Faço menção a Erick que está viajando a negócios da Button Modas, mas que em pouco tempo de convivência se mostrou um grande amigo! E, claro, agradeço de todo meu coração a esse homem que me conquistou que me mostrou o que é amar e ser amada, no qual encontrei um motivo para sorris, no qual encontrei minha alma gêmea, sem o qual nada disso, esse sonho meu, seria realizado. Jonas, eu amo você!
Aplausos de todos os comovidos por tão belas palavras soaram, era o resultado de um sentimento demonstrado.
— Também agradeço a essas pessoas citadas pela minha esposa — Jonas deu início à sua fala com orgulho de ter uma admirada, sábia mulher ao seu lado —, mas nunca me dei bem com as palavras então prefiro abreviar as coisas — arrancou risos dos convidados —. Eu pensava que sabia amar, eu achava que conhecia um sentimento tão complexo, mas realmente aprendi essa lição da vida ao conhecer essa mulher surpreendente, essa mulher que tocou meu coração de uma forma única, essa mulher que dispensa substantivos elogiosos, ela é a perfeição!
Os aplausos comovidos serviram como fundo sonoro ao novo beijo apaixonado do casal, ambos se encantavam um pelo outro como se fosse a primeira vez que se ouviam.
A festa teve de fato o seu início. Os ali presentes dançavam, riam, comiam e se divertiam, o clima não poderia estar melhor. O jovem casal ao cumprimentar os convidados deixava que seus rostos resplandecessem a felicidade daquele momento, um sonho havia sido realizado, finalmente uma forte união se instaurava entre aqueles que já eram predestinados a estarem juntos.

Estranhando a forma pacata de Jéssica durante todo o momento Letícia tentou animar a amiga.
— Vai mesmo perder essa festança? Tenho certeza de que o “Edu” está louco para dançar!
— Eu estou bem assim.
— Duvido — a garota insistiu —. Seus lábios dizem uma coisa, mas seus olhos outra. Tenho certeza de que está morrendo de saudade do bonitão.
— Nada é tão lógico — a modelo pegou a amiga pela braço força, fitando os olhos que, assustados, a encaravam —. Agora me deixe em paz, estou bem assim!
Espantada com a atitude de Jéssica, Letícia preferiu se afastar. Percebendo o que acontecera Eduardo logo questionou a garota:
— Viu como está diferente?
— Demais — a modelo continuava com o olhar sobre a companheira de trabalho, que procurava distração na pista de dança —. Parece outra pessoa...
— A Verônica não pode ser — Pedro entrou na conversa —, a essa altura já foi devorado pelos bichos.
— Eu não teria tanta certeza — Letícia se lembrou da enigmática frase “nada é tão lógico” —. Fiquem de olho nela, o tempo todo!

As festivas horas se passaram, os animados convidados iam embora, restava no salão apenas Renata e seus fiéis amigos, que, exaustos pelo ritmo da noite se amontoaram em alguns pufs do lugar, sedentos por uma boa cama na qual poderiam descansar.
— Feliz? — Letícia indagou.
— Mais impossível — a estilista respondeu sorridente, deitada sobre o braço do marido.
— Tudo isso por minha causa — Jonas brincou.
— Convencido... — deu um beijo de esquimó no homem que amava.
— Que nojo — Jéssica resolveu se manifestar, usando o mau humor dos últimos dias.
— Para mim já deu — Renata se estressou surpreendentemente —. Algum de nós te fez alguma coisa? Você mudou muito, tem sido indiferente a nós, nos trata com grosseria. Se cansou de nossas caras é só falar e dizer tchau!
Com um discreto ao mesmo tempo em que provocativo sorriso no rosto, a modelo deu sua resposta:
— Eu nunca gostei de você, na verdade nunca gostei de nenhum de vocês, ainda mais agora que Verônica morreu e eu posso ser a dominadora da totalidade!
— Como pode dizer uma coisa assim? — Raul se assustou —. Viu o quanto essa ambição destrói vidas, não pode estar falando sério.
— Cala a boca, velho chato — Jéssica tinha o deboche estampado no olhar —. Vou contar uma coisa a vocês: nunca me senti tão viva! — a gargalhada revelou tudo.
— Verônica?! — Renata desvendou a charada, porém novas indagações surgiam em sua mente —. Como isso é possível?
— Pode fingir que gostou da presença da titia ao menos? — a modelo possuía um ar de provocação —. Eu sou poderosa, será que não percebem? Uma simples bala de preta disparada por um miserável nunca me mataria, ouviram bem? Nunca! Essa otária aqui — a mulher se debateu violentamente, rindo horripilantemente —, foi burra, foi fraca! Por alguns segundos teve os olhos abertos, o suficiente para que eu usasse o seu corpo ao meu próprio interesse!
— Vai querer passar por mais humilhações? — Renata enfrentou sua maior inimiga —. Será um prazer destroçá-la.
— Calma, não seja tão impulsiva. Qualquer ataque seu será dado em sua amiguinha e eu garanto que ela sentirá a dor — fechando os olhos com força a mulher revelou: — Escuto uma voz irritante aqui dentro pedindo por ajuda, por auxílio, por compaixão — a modelo quebrou o próprio braço —, mas ela se esquece que eu sou má — riu doentiamente —. EU SOU MUITO MÁ!
— DEIXA ELA EM PAZ! — a estilista usou o máximo de força para esbravejar —. Não seja tão covarde e lute de igual para igual!
Usando uma velocidade descomunal Jéssica se colocou na saída do salão, tendo sobre seu domínio um alguém importante: Jonas.
— Quer de volta? — provocou —. Vem buscar!
Transformada, Renata correu, mas sua inimiga estava mais rápida, sumiu por entre a escuridão. Restou à estilista procurar a ajuda de Raul, que já tinha um plano formado.

Amarrado em uma árvore Jonas tentava se soltar, esforçava-se ao máximo, suava por conta da força que fazia. Uma noite que seria especial se tornava um pesadelo.
— Desista, meu filho, a mamãe amarrou com força, nem um lobisomem como aquela frangote da Letícia conseguiria se soltar, apenas os Alfas — Jéssica surgiu por entre as árvores trazendo consigo um corpo inerte, o corpo da tenebrosa criatura, que não se decomporá.
— Por que insiste tanto com as suas crueldades? — o jovem consultor derrama lágrimas não de medo, mas de raiva —. Não percebe que todos a odeiam?
— No fundo todos se odeiam, ninguém quer o bem do próximo com sinceridade, as pessoas mentem... Tenho sorte em receber os verdadeiros sentimentos daqueles que me rodeiam, não acha? — ironizou.
— A forma como faz suas provocações mostra o quanto se perverteu, o quanto é desprezível!
Dando um tapa no rosto do rapaz Jéssica gritou:
— Respeita a mamãe! Antes do tiro do seu pai a minha fraqueza se resumia em olhar para você, mas agora sua presença me deixa mais vida, então não pense que me irar seja uma boa opção.
Ajoelhando-se ao lado do inativo corpo Jéssica juntou suas mãos às do cadáver, encarando a lua se concentrou em voltar àquele corpo, o que não demorou a acontecer. Como se estivesse exausta por dias a fio de trabalho duro a modelo caiu sobre a relva; como uma verdadeira moça na flor da idade Verônica se levantou se sentindo muito mais disposta.
— Como é bom estar de volta — limpou a poeira do corpo fazendo cara de nojo. Olhou para o céu escuro e respirou profundamente —. Só que agora para sempre!
Amarrados na mesma árvore, vulneráveis a crueldade, Jonas e Jéssica esperavam pelo pior.

Sedentos por justiça, era assim que Renata e sua alcateia entrava na Floresta dos Alfas, em busca daqueles com os quais se importavam, irados contra aquela que semeava o caos. Ver o esposo fez o coração da estilista disparar, ela saiu de si, nem ao menos estudou o ambiente, correu ao encontro do amado e foi lançada ao longe pelo simples toque das peles. Gargalhando, Verônica pulou por cima de uma das tantas árvores, debochou:
— Acha que somente vocês sabem das coisas? Tenho as minhas armas!
— Vamos acabar com a sua insignificante existência! — Renata se levantou —. Agora está mais fácil!
— Só porque libertei o corpo da sua amiguinha? — em questão de segundo Verônica levantou a sobrinha do chão pela garganta, pressionando-a com as afiadas garras —. Estou muito mais forte, muito mais viva — a sombria criatura lançou sua adversária contra o chão, sem sutileza alguma —. Quer que eu deixe os seus amigos e o seu amorzinho vivos? Então não resista e me deixar aquilo que me pertence!
— Antes de morrer minha mão disse para que eu lutasse pelo que tem aqui dentro, no dia não entendi, mas hoje sei que é poderoso, é destruidor! — liberando as forças sobrenaturais Renata se transformou, ajeitando os ossos, levantando-se com triunfo —. Nem adianta querer me dominar, Raul teve a solução, o antídoto para a sua covardia.
— Quer dizer que fez sua escolha. Não hesitarei em matar seus seguidores, mas antes terei a honra de exterminar a Alfa de todos os alfas!
A cada ataque Renata se defendia, procurava o momento certo de contra-atacar, logo ele chegou. Socos, pontapés, arranhões sangrentos eram depositados pela estilista em sua tia, sem qualquer ressentimento. Pressionando Verônica contra o chão aquela mulher farta das crueldades a enforcava, disposta a acabar com sua vida.
A perversa alma tentava escapar, esforçava-se por sair daquela situação, porém era em vão, já perdia o ar quando infincou suas potentes garras na barriga de sua opressora, fazendo-a soltar lhe e cuspir sangue. Puxando a sobrinha pelos cabelos Verônica a lançou ao longe, em qualquer direção.

Percebendo que Letícia, Pedro e Eduardo se transformariam instintivamente Raul os controlou:
— Concentrem-se mais, vocês não possuem o antídoto, poderão ser contaminados pelas sombras!
— Precisamos ajudar aquela que pertence a nós — a modelo suava.
— A maior ajuda que vocês podem dar é se controlando em evitar a transformação, assim tudo terminará bem.

Levantando-se com dificuldade Renata sofreu um novo ataque de Verônica, que a derrubou mais uma vez.
— Você precisa de alguém para lhe ajudar, mas não um alguém qualquer — colocando-se sobre a rival a Alfa Sombria a imobilizou enquanto tentava lhe sufocar —. Você precisa do Lobo Solitário!
Assustado por ver aquela pela qual criara um sentimento tão puro sem reação, Raul concentrou seus olhos na lua, sentia a brisa lhe tocar e com ela o medo:
— Eu não posso fazer isso!
— Então é você — Verônica ironizou —. Você vai morrer, Renata, sabe por quê? Porque aquele inútil não tem autocontrole para atacar somente os rebeldes, ele fere os inocentes. Sua morte será decretada por um incompetente covarde!
Entendendo o que acontecia Renata procurou forças para ao menos sussurrar as palavras, sabia que elas atingiriam o alvo:
— Você consegue... Eu acredito em você — as coisas ao seu redor se escureciam gradativamente.
Raul foi capaz de ouvir as palavras que soaram com dificuldade, ele precisava agir.
— Em sua frágil arquitetura o caos se arruma.
O lobisomem mais bonito, era isso que Raul sempre fora, era por isso que Verônica tanto o desejava. Correndo velozmente o Lobo Solitário se chocou contra a alma pervertida, tirando-a de cima de um alguém especial, lançando a Alfa Sombria contra as árvores.
— Ataque-a — foi a ordem do caçador, que lutava por alcançar o domínio próprio.
Irada pelos ataques que recebera Renata não poupou forças ao agredir sua opressora, chocava sua cabeça contra o chão sem piedade, a enforcava sem receios.
— Eu sou mais que vocês — Verônica sangrava pela boca, chutando a estilista se livrou do seu domínio, mas se deparou com a espada do Lobo Solitário —. Pense bem no que vai fazer... Você não tem o autocontrole necessário, eu posso dar-lhe!
— Já o alcancei, essas pessoas que a vida colocou em meu caminho me ensinaram — o Lobo Solitário se posicionou com a afiada espada —. Sua história termina aqui!
Cortada ao meio, agonizando pela cruel dor que sentira, foi esse o final da história de uma criatura tão sombria: Verônica Morgan não incomodaria mais ninguém!

— Você está bem? — Eduardo desamarrava aquela que tanto amava, preocupado com o choro que a tomava.
Com a liberdade de volta Jéssica agarrou o homem de sua vida em um forte abraço, como se tivesse medo de perdê-lo, de fato tinha.
— Perdoe-me... — pediu libertando o choro.
— Eu sei que era aquela mulher, não se preocupe com isso.
— Nunca duvide do meu amor por você!

De mãos dadas, vendo que o pior já passara, Pedro e Letícia se entreolharam, abrindo um irradiante sorriso.
— Agora sim teremos paz — o garoto envolveu a namorada em seus braços acolhedores.
— Para sempre — a modelo completou.

— Dessa vez ela foi longe demais, tocou no que é mais importante para mim — Renata abraçou o marido —. Faria qualquer coisa para livrá-lo, daria a minha vida!
— Arriscou sua própria vida por mim — Jonas se encantara mais com a mulher —, foi a maior prova de amor. Quero passar o resto dos meus dias ao seu lado!
— E vão! — Jéssica se aproximou do casal.
— Amiga! — Renata deu um abraço afetuoso na modelo —. Como não percebi que aquela não era você? — culpou-se.
— Sua tia foi esperta, mas o importante é que tudo acabou e aqui estamos nós, seguindo em frente, prontas para amarmos.
Aproximando-se do grupo de amigos, Raul, já em sua forma humana, possuía um sorriso satisfeito, algo o alegrava.
— Ensinar o autocontrole a vocês foi o que serviu para mim, meus filhos!
— Por que não contou o segredo? — Renata o indagou.
— Ah! Minha pequena! São os mistérios da vida — abraçou aquela que há anos atrás quase fizera um grande mal, mas não o faria de qualquer modo, eram os rumos do destino — Agora que nossa missão se cumpriu está na hora de voltarmos para casa, deixarmos esse lugar no passado, nos alegrarmos pela vida!
— Vai ser difícil viver depois de tudo — Jéssica comentou.
Encarando cada um dos amigos o Lobo Solitário discursou:

— Existem dois tipos de sombras: as que cegam e as que refrescam. Esqueçam-se das tristes lembranças, em nada acrescentam, mas guardem em suas memórias as lutas que juntos venceram, os sorrisos que unidos deram, os desafios que um ao lado do outro enfrentaram... Essas lembranças serão como as sombras refrescantes nos dias quentes, aquietarão os aflitos corações, se lembrarão de que não estão sozinhos mundo. Construamos nosso futuro nos lembrando que a vida não é um disco travado, ela segue tocando em diferentes ritmos!

Fim





E assim encerramos essa história prazerosa de escrever e, mais ainda, de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado, que o final tenha sido da maneira como vocês imaginavam ou até melhor. Agradeço a cada um que tem acompanhado essa websérie e pela companhia aqui no blog. É um prazer estar com vocês!

Continuem em rede com o Coisas da Vida, em breve novas histórias, novas emoções, novos romances, novos dramas, novos personagens para odiar e amar.

Conto com a sua companhia!

Um forte abraço,
E até mais! 

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